Viver o calvário e aceitá-lo
Nossa vida é feita de devaneios. Muitas vezes nos enganamos por acreditar que somos fracos. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que muitas vezes acreditar em nós mesmos não é sinal de força, mas sim de fraqueza. Nos enganamos por acreditar que podemos, que temos forças, que vamos além, porém, o que O Senhor nos pede é completamente oposto: Não confiar em nós mesmos, mas confiar n'Ele, entregar nossa vida a Ele.
Vivemos a solidão de tempos sombrios, onde tudo está confuso, e a confusão tende a piorar. Não temos controle de nossas vidas, de nosso tempo, de nossas famílias. Tudo parece descer ladeira abaixo enquanto nós tentamos recuperar o tempo perdido no passado, esquecendo-nos muitas vezes do que está diante de nossos olhos, a verdade de uma vida inteira que caminhamos para construir com a força e a fé de nossas cobiças, ou muitas vezes das cobiças que temos em Deus.
Não é certo cobiçar as coisas alheias, mas muitas vezes são as cobiças que nos impulsionam a agir, a sair do lugar. Há gente que parece depender do pecado para entender a graça de Deus. E a essas pessoas só posso compará-las com São Tomé. Pessoas que precisam tocar às chagas de Nosso Senhor para entender o quão real é a promessa de Jesus.
Assim como São Tomé duvidou da graça de Deus e de seu poder infinito, hoje muitas pessoas parecem precisar experimentar o gosto da lavagem dos porcos, para entenderem o quão grande e infinita é a graça do Senhor. Seu amor e misericórdia não tem fim, e sua forma de agir é oposta de toda a sabedoria conhecida no mundo. A proposta de Jesus é viva e atual, e o que Jesus tem para nos mostrar é diferente de tudo que conhecemos, mas muitas vezes preferimos descartar sua proposta, e buscar fazer nosso próprio céu, nossas próprias descobertas.
Quantas vezes vivemos isso? Quantas vezes queremos construir nosso próprio calvário, escolher nossos próprios carrascos, e determinar quais são os milagres a acontecer após nossa própria morte?
Queremos renunciar o que O Senhor pediu a nós, e viver nossa própria demanda, dizendo o que é certo e o que é errado. Basta!
Hoje eu quero te convidar a deixar tudo, e entregar sua vida de fato ao chamado do Senhor. Se for para ser mártir, que seja o maior de todos os mártires, que possa agonizar com seu sangue e sofrimento, mas sabendo que estará logo mais nos braços do Senhor. Que entendamos um pouco melhor os desígnios de Deus, e deixamos de lado nossa pequenez. Que possamos entender que calvário vai muito além de morte na cruz, pois há primeiro que ser julgado com deboche, ser acusado de crimes que não cometeu, ser duramente flagelado, e então receber a cruz. Esse processo pode levar anos, décadas, e é preciso estar preparado para isso. Não se vive um calvário sem ter uma esperança! É preciso ter esperança! É preciso entender, "Felizes os que creram sem ver"
E nessa caminhada de fé e dor, aceitar o que Jesus nos pede com amor. Aceitar, aceitar, aceitar. Por mais que lhe cause dor, o calvário lhe serve para salvar muitas almas, que, assim como Cireneu, veem a caminhada de um inocente a uma dura pena, e decide converter-se ali mesmo, mudando sua vida para sempre, ao entender que está nos braços do Senhor, e que o Sangue do Redentor mistura-se com seu suor, e que por um instante, este Simão de Cirene, está profundamente imerso no mais precioso sangue já produzido na terra.
Louvado seja Deus. Que possamos a exemplo de Cireneu, abraçar com Cristo nossa cruz, aceitar nosso calvário, e entender que somos feitos do pó, e ao pó tornaremos um dia. Nada nos restará, além de nossas obras de caridade e pregação do Evangelho.
Pense sobre isso. Escreva para nós! castidadesimpt@gmail.com
Thiago finger

Comentários
Postar um comentário
O seu comentário é o maior pagamento para o escritor de um blog.