O culto ao aborto e a desobediência para com a verdade: quem eu era antes dos 3 meses?
Por Graziele Thainá Maciel Lima,
serva inútil de Nossa Senhora.
A palavra culto, em suas várias significações, denota um excesso de paixão por algo ou alguém. É isso que parece ultimamente ter servido de alicerce para o que aqui, ouso chamar de idolatria - excesso de amor e admiração demonstrada de maneira exagerada – pelas pessoas que são “pró-morte” e que buscam de maneira insaciável a legalização do aborto. Todavia, por trás disso tudo, está nada mais nada menos que um querer definir quem vive e quem morre por uma falsa “convenção social”. Por falar em inverdades, um dos conselhos deixados por Aristóteles foi o de evitar debates com pessoas incapazes de obedecer a regras que são elementares para a busca da verdade.
Em nossa contemporaneidade, infelizmente, a sociedade está dividida em alas: a maioria contrária ao aborto x a minoria favorável ao aborto. A problemática surge daí: como uma minoria, com fundamentos ilógicos, quer “derrubar” a maioria? Em outras palavras: como um barquinho pode querer subverter o mar? Viva a tão dita, falsa e hipócrita palavra: democracia! É nesse sentido, se olharmos sob uma perspectiva teocêntrica x antropocêntrica, que o homem toma o lugar divino e ele próprio é o deus, o “autor da vida”. Com isso, surge a necessidade de satisfazer a sua paixão, o ego, e a ideologia. E, nada melhor para a manifestação da ideologia, fazer com que as pessoas a cultuem: as discussões, brigas e os famosos textos de Facebook são a prova disso. Ganha aquele que possui a capacidade de argumentação e paciência para ficar várias horas respondendo aos comentários nas redes sociais.
É isso que a “ala do barquinho” quer, com um discurso pseudomisericordioso, com uma falsa piedade, hipocrisia, “preocupação com as mulheres” e maquiagem linguística (o eufemismo) redirecionar os “caminhos do mar”, dizendo: “aborto até o terceiro mês não é crime e um feto não é considerado um ser vivo nessas condições”. É neste sentido que surge a indagação: se eu não era há três meses, então o que eu era? Se eu não poderia ser há três meses, então por que hoje o sou? É aqui que as máscaras dos Neoherodes caem. Se eles quisessem, de fato, seguir um argumento alicerçado na verdade, teriam de se revestir de humildade e confessar: “não conseguimos comprovar que um feto não é um humano! ” Mas, admitir a verdade, seria confessar ser uma pessoa capaz de simular sentimentos para consegui manipular outras pessoas até o ponto de fazerem adesão a sua ideologia. É isso que caracteriza um egocentrismo exacerbado, que leva a uma desconsideração em relação aos sentimentos e opiniões dos outros. Essa é a razão pela qual os argumentos de quem é pró-aborto sejam fundamentados por princípios ilógicos e falsos: o ego está em jogo!
O culto ao Neoherodes (nova versão dada aos que querem matar os não nascidos), é uma pestilência que está se espalhando em nossa sociedade, em que o altar são as redes sociais e os fiéis, na verdade, são massas de manobras daqueles que são lobos, revestidos de ovelhas.
Que Santa Gianna Beretta Molla, que soube viver um verdadeiro culto a Deus, apelando pela vida e lutando contra o aborto – aponto de morrer para que a sua filha nascesse – interceda por todas as mulheres, para que, ao escutarem discursos neoherodianos, as palavras da Santa ecoem em seus ouvidos: “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz! ”
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| Graziele Thainá Maciel Lima, |
Escritora deste e outros artigos, Graziele contribui para a Obra de Deus através de reflexões sobre a vida, a família e o Projeto de Deus para a humanidade.



Muito bom o artigo! Que Deus te abençoe!
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