Dai- nos a verdadeira Paz!
"Todos os homens estão obrigados a procurar a verdade, sobretudo naquilo que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la." Este dever decorre da "própria natureza dos homens" e não contraria um "respeito sincero" para com as diversas religiões que "refletem lampejos daquela verdade que ilumina a todos os homens", nem a exigência da caridade que insta os cristãos a "tratar com amor, prudência e paciência os homens que vivem no erro ou na ignorância acerca da fé". CIC 2104
Quando citado o trecho do Catecismo da Igreja Católica, entramos em um assunto bastante questionador: O dever social de religião e o direito à liberdade religiosa.
A Doutrina da Igreja elucida a responsabilidade do ser humano em respeito a verdade. Buscar a fé com todo o coração e com toda a alma, encontrar o cerne, a gênese de todo o contexto.
É neste ponto que podemos parar para refletir: nosso pensamento está ligado ao centro da vida que é Deus. Quando nascemos, não temos consciência do que acontece, mas choramos, sorrimos e crescemos, assim junto a nossa consciência se desenvolve.
A busca pela religião se dá já nos primeiros indícios da caminhada na terra. Logo que iniciamos a fala, uma das primeiras fases da criança é a das perguntas. Incessantes, infinitas, sem timidez. "Mãe, de onde você conhece aquela moça" , "Por que o céu é azul?" "Por que não posso fazer?", e ao passar do tempo, os questionamentos vão se aumentando, a dificuldade em responder a estes anseios cresce, e precisamos de mais recursos para saciar a sede de nossos pequenos investigadores.
Ao entrar na fase da adolescência, muitas coisas se esclarecem, muitas coisas mudam, o corpo muda a mente também. O conflito aumenta e a dificuldade em encontrar respostas também. Muitos não querem respostas prontas, mas querem provocar, questionar, indagar seus conceitos e demonstrar ao mundo suas revoltas. "De onde eu vim?" "Para onde eu vou?" "O que é a vida? "Quem inventou Deus?" "Onde Deus está?"
Entender a fé passa a ser um processo difícil de grande responsabilidade, e manter a fé é um desafio diário diante de todas estas indagações. Somados a estes incessantes questionamentos, temos então os nossos conflitos, aqueles que nos surpreendem, nos tiram o chão e podem nos levar ao delírio. Geralmente queremos respostas rápidas e satisfatórias quando o Pai ou a Mãe vem a falecer, um primo sofre acidente de carro, a tia está com câncer. Somos tentados a buscar soluções rápidas e fáceis e na Igreja muitas vezes um paredão está formado, com respostas simples mas profundas, que não nos saciam e nos fazem desligar a mente.
É na hora da dor que percebemos o quanto amamos! Permanecer com Cristo em sua Cruz, caminhar com Ele até o Calvário e vê-lo morrer diante de todos é fé!
Esta fé nem sempre está presente quando o assunto é nossa vida em particular. Somos tentados a buscar razões mais simples, respostas mais fáceis e é aí que "Quebramos a cara".
Manter-se inabalável é difícil para qualquer pessoa, porém não podemos utilizar-nos de desculpas bestiais para tentar justificar nossa ausência.
Um dos casos mais comuns que temos hoje no Brasil é o da Superstição. O Brasileiro tem um lado que sempre o leva para tentar uma "receita milagrosa" como pendurar uma ferradura em frente a casa, colocar pimenta nas janelas, colocar a imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo e outras coisas que agregam a um folclore popular organizado hereditariamente entre as gerações.
O Catecismo da Igreja nos adverte, no Parágrafo 2111:
" A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições que elas exigem, é cair na superstição."
Precisamos entender que fazer o Sinal da Cruz mas não seguir a cruz é superstição. Não há força milagrosa em cima dos sacramentais se não houver compromisso de caminhada. Esta é a paz verdadeira que encontramos: Abrir o coração com sinceridade e responsabilidade na fé que queremos e desejamos seguir. Cristo nos dá a Paz, e garante que a mesma só pode ser promovida através do Pai. A verdadeira Paz só Ele pode transmitir, Deus em sua infinita bondade e graça concede aos homens o sentimento de Paz. Quando O Seguimos, quando deixamos de lado nossas superstições ou enganos próprios, nossas angústias e questionamentos, quando nos colocamos à serviço do Reino para cumprir nosso papel aqui, então recebemos de graça a Paz de Cristo.
Uma verdadeira Doutrina nos deixa dormir em paz, sem adornos ou inquietações. Deus nos dá a tranquilidade e nos ensina a confiar em sua presença onipotente. Filhos de Deus, sejamos repletos desta graça que nos impele de maneira inquieta transmitir o Evangelho com convicção, com coragem, sensatez e coerência. Não nos deixemos levar por nossas angústias quando Ele, O Senhor nos prometeu uma só vida, eterna, constante sem fim e abundante de Graça.
Fiquemos na Paz de Cristo! Amém, Aleluia!
Thiago Finger
Quando citado o trecho do Catecismo da Igreja Católica, entramos em um assunto bastante questionador: O dever social de religião e o direito à liberdade religiosa.
A Doutrina da Igreja elucida a responsabilidade do ser humano em respeito a verdade. Buscar a fé com todo o coração e com toda a alma, encontrar o cerne, a gênese de todo o contexto.
É neste ponto que podemos parar para refletir: nosso pensamento está ligado ao centro da vida que é Deus. Quando nascemos, não temos consciência do que acontece, mas choramos, sorrimos e crescemos, assim junto a nossa consciência se desenvolve.
A busca pela religião se dá já nos primeiros indícios da caminhada na terra. Logo que iniciamos a fala, uma das primeiras fases da criança é a das perguntas. Incessantes, infinitas, sem timidez. "Mãe, de onde você conhece aquela moça" , "Por que o céu é azul?" "Por que não posso fazer?", e ao passar do tempo, os questionamentos vão se aumentando, a dificuldade em responder a estes anseios cresce, e precisamos de mais recursos para saciar a sede de nossos pequenos investigadores.
Ao entrar na fase da adolescência, muitas coisas se esclarecem, muitas coisas mudam, o corpo muda a mente também. O conflito aumenta e a dificuldade em encontrar respostas também. Muitos não querem respostas prontas, mas querem provocar, questionar, indagar seus conceitos e demonstrar ao mundo suas revoltas. "De onde eu vim?" "Para onde eu vou?" "O que é a vida? "Quem inventou Deus?" "Onde Deus está?"
Entender a fé passa a ser um processo difícil de grande responsabilidade, e manter a fé é um desafio diário diante de todas estas indagações. Somados a estes incessantes questionamentos, temos então os nossos conflitos, aqueles que nos surpreendem, nos tiram o chão e podem nos levar ao delírio. Geralmente queremos respostas rápidas e satisfatórias quando o Pai ou a Mãe vem a falecer, um primo sofre acidente de carro, a tia está com câncer. Somos tentados a buscar soluções rápidas e fáceis e na Igreja muitas vezes um paredão está formado, com respostas simples mas profundas, que não nos saciam e nos fazem desligar a mente.
É na hora da dor que percebemos o quanto amamos! Permanecer com Cristo em sua Cruz, caminhar com Ele até o Calvário e vê-lo morrer diante de todos é fé!
Esta fé nem sempre está presente quando o assunto é nossa vida em particular. Somos tentados a buscar razões mais simples, respostas mais fáceis e é aí que "Quebramos a cara".
Manter-se inabalável é difícil para qualquer pessoa, porém não podemos utilizar-nos de desculpas bestiais para tentar justificar nossa ausência.
Um dos casos mais comuns que temos hoje no Brasil é o da Superstição. O Brasileiro tem um lado que sempre o leva para tentar uma "receita milagrosa" como pendurar uma ferradura em frente a casa, colocar pimenta nas janelas, colocar a imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo e outras coisas que agregam a um folclore popular organizado hereditariamente entre as gerações.
O Catecismo da Igreja nos adverte, no Parágrafo 2111:
" A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições que elas exigem, é cair na superstição."
Precisamos entender que fazer o Sinal da Cruz mas não seguir a cruz é superstição. Não há força milagrosa em cima dos sacramentais se não houver compromisso de caminhada. Esta é a paz verdadeira que encontramos: Abrir o coração com sinceridade e responsabilidade na fé que queremos e desejamos seguir. Cristo nos dá a Paz, e garante que a mesma só pode ser promovida através do Pai. A verdadeira Paz só Ele pode transmitir, Deus em sua infinita bondade e graça concede aos homens o sentimento de Paz. Quando O Seguimos, quando deixamos de lado nossas superstições ou enganos próprios, nossas angústias e questionamentos, quando nos colocamos à serviço do Reino para cumprir nosso papel aqui, então recebemos de graça a Paz de Cristo.
Uma verdadeira Doutrina nos deixa dormir em paz, sem adornos ou inquietações. Deus nos dá a tranquilidade e nos ensina a confiar em sua presença onipotente. Filhos de Deus, sejamos repletos desta graça que nos impele de maneira inquieta transmitir o Evangelho com convicção, com coragem, sensatez e coerência. Não nos deixemos levar por nossas angústias quando Ele, O Senhor nos prometeu uma só vida, eterna, constante sem fim e abundante de Graça.
Fiquemos na Paz de Cristo! Amém, Aleluia!
Thiago Finger

