A MULHER CONTEMPORÂNEA, E OS DESAFIOS EM VIVER CASTIDADE.
Estamos no século XXI e vemos ao longo da história o avanço pra
melhor da mulher que ganhou vez em muitas áreas da vida, no mercado de
trabalho, no profissionalismo e também na igreja. A cultura antiga nos mostra
toda a luta da mulher em todas as etapas da vida e especialmente na
espiritualidade, no jeito de educar os filhos e de conduzir a sua casa. Grande
parte das mulheres são quem apresenta Deus para a família, para os filhos
fazendo da sua casa um templo de Deus, buscando a santidade, vivendo a
castidade, mesmo em meio aos desafios enfrentados, a mulher sempre acha
maneiras criativas de viver sua religiosidade, a sua intimidade com Deus, pois
apesar de toda modernidade ela não perdeu a pureza, a essência de buscar a sua
salvação e de servir a Deus.
Pensemos na mulher em varias etapas da vida:
Desde pequena sua família a educa pra vida na terra e também no
Céu. Quando criança a menina brinca de boneca e suas brincadeiras são santas,
as casinhas de bonecas com móveis, tudo arrumadinho, as meninas brincam de
serem grandes profissionais, há momentos de muita generosidade e religiosidade
em que umas ajudam todos, e nestas brincadeiras em sua inocência brincam também
de família ao modelo do que Deus desejou: pai, mãe e filhos a exemplo da
sagrada família: José, Maria e Jesus.
Quando a menina fica moça põe em prática os princípios religiosos
que aprendeu na infância e que hoje infelizmente muitos não querem se abrir aos
valores do evangelho, as meninas cristãs que segue aquilo que Deus quer, querem
se casar virgens mantendo a pureza, vivendo a castidade, buscando um coração
que seja puro e assim se mantém em comunhão com Deus. Porém, em um mundo
incrédulo, para a mulher cristã é um desafio buscar a sua salvação espiritual, muitas
já caíram nas “ciladas” que são expostas por “amar demais” ou por “acreditar
demais” ou muitas vezes por causa do relativismo. Mas há muitas mulheres se
matem firme na busca por uma vida melhor e em comunhão com Deus ao mesmo tempo,
pois apesar de varias criticas e incompreensões de muitos que não creem na fé
ou mesmo que não são capazes de se dispor em se sentir um filho (a) de Deus,
pois não entendem o tamanho da bondade de nos sentirmos filhos do Pai que ama
imensamente, e justamente por não conhecer é que criticam as mulheres cristãs
que buscam fazer a vontade de Deus, por querer viver a castidade que é oposto
ao sexo livre.
Onde muitos acham que é errada a mulher se guardar até o
casamento, as mulheres cristãs desejam viver a vontade de Deus, mostrando que a
mulher contemporânea que conquista a vida profissional com estudos, profissões,
trabalhos, podem sim optar por resgatar os valores cristãos. Se estamos aqui de
passagem nesta terra, somos peregrinos, e o nosso lugar é no Céu. No anúncio à
Boa Nova, na Síntese do Documento de Aparecida no parágrafo 3 diz: “A vida tem
um valor sagrado desde o seu início até o seu fim natural. Respeitar esse bem
primário é um dever de todos. Aí se fundamenta a comunidade humana e política
(108)”, é pensando no anúncio a Boa Nova que há mulheres fieis buscando em
varias etapas da vida, pois a vida é sagrada, o corpo é sagrado. Hoje em dia
tudo é tido como relativo, “tanto faz, tanto fez”, o mundo diz isso, a mídia, a
nova era, o anticristo querem inserir no coração humano que você é o seu
próprio “deus”, ainda na Síntese do Documento de Aparecida em que também se
refere às agressões à vida (109-113) 8 e 9 diz que:” O individualismo: Cuidar
de si, esquecendo e desprezando os outros; O subjetivismo: “Eu faço o que eu
quero”, eu “eu sou dono da minha vida e os outros que se danem”.” Ou seja, tudo
esta sendo banalizado pela própria sociedade e as coisas se direcionam pra cada
vez mais cobranças sendo que o valor familiar, social e religioso que a própria
mídia destorce a própria sociedade investe em quebra de conceitos e ainda
exigem boa conduta sendo que são estes mesmos os responsáveis por tais
comportamentos mesmo que de maneira indireta.
Podemos analisar o papel da mulher mãe que cria seu filho ensinando
o que é certo e o que é errado, preparando pra vida, mostrando os valores
cristãos, ensinando a respeitar os outros, pensemos juntos, por exemplo: Uma
mãe ensina a seu filho os valores citados acima como ética, moral, social e
religiosa ensina a seu filho homem que quando ele crescer respeite sua namorada
como templo santo, esta mãe explica toda questão da santidade, do respeito,
etc. o filho cresce concordando com isso porque sabe que é o certo até mesmo juridicamente,
ou seja, um homem que tem duas mulheres, diante da lei é bígamo, e isso é
crime, porém voltando ainda ao exemplo do filho que está ainda na adolescência,
ciente de todos estes valores, pronto pra seguir adiante. Aí vem a mídia, o anticristo,
a nova era e diz que o homem pode “ficar” da maneira mais profunda da palavra,
com várias mulheres porque é normal e até apropriado para criar experiência, é
normal ter noites e noites de prazer com sua namorada contanto que se preservem,
e depois quando enjoar dela pode trocar por outras, ou seja, o que antes era
certo agora é banalizado porque tudo é livre e opcional.
Ao passo que os pais ensinam valores que poderia ser efetivo na
vida dos filhos por outro lado a sociedade investe na propaganda de uma nova
cultura que tudo é normal, que cada um pode fazer o que bem pensar. Então vêm
as perguntas: O que estão querendo, acabar com as famílias? Que os outros se
danem? O que queremos? Onde está o respeito mútuo? E muitas vezes quando uma
moça quer guardar os princípios religiosos, vivendo em santidade, buscando
sonhos, querendo o bem, querendo um mundo melhor, muitos ainda achando ridículo
tais pensamentos e muitas vezes insinuam que quem quer viver os valores
cristãos são pessoas que não tem a mente evoluída, ou que vivem “no mundo da
lua” esses são alguns dos muitos desafios que a mulher enfrenta ao educar seus
filhos, sem falar no incentivo as separações de casamentos algo que as novelas
fazem a pessoa achar normal.
O que é mais sensato no coração da mulher que apesar destes desafios
que surgem no mundo vivendo o dia-a-dia do trabalho, as correrias da vida, e
mesmo assim decide por ser de Deus, é a sua sensibilidade e percepção das
coisas, o que muitos não entendem que o mundo está mal do jeito que está à
mulher na sua sensibilidade e inteligência percebe aonde ela precisa fazer a
parte dela para que as coisas sejam melhores e para não deixar que a dignidade
da vida se perca, pois ela entende que a pessoa humana é a imagem e semelhança
de Deus, que a família é promotora da vida, é o berço, o ninho, ou seja,
santuário da vida.
A mulher contemporânea luta para defender os direitos humanos por
isso precisa manter a pureza, o estar bem com ela mesma, com Deus e com os que
estão à sua volta, poderia imaginar quando se fala em mulher contemporânea, que
ela por ter desenvolvido tanto o seu potencial quisesse também ser dura,
rígida, o que é mais característico no homem, mais não... A mulher mantém-se
sensível, generosa, acolhedora, entre lagrimas e risos, ela tem a capacidade
pra recomeçar quando ela cai ela sabe que mesmo que ela se afastou ou não de
Deus, se tem fé convém que refaça as suas forças e lute pela sua missão que é
levar e buscar a salvação eterna sua e dos demais e também a promoção humana, o
serviço à vida.
A vida em Cristo é saber que Jesus é a nossa vida e a sua vida
devemos viver na nossa, ou seja, seguir os passos do nosso salvador, mantendo a
pureza em todo o seu ser, como disse o próprio Jesus: “Se não vos tornares como
criança, não entrareis no reino dos céus.” Mc 10,15 é preciso ter uma vida casta,
pura e a mulher enfrenta isso no seu dia-a-dia como namorada, esposa, mãe e vó.
Ser puro por um algum tempo acontece facilmente, porém ser puro por toda a vida
é impossível sem cruz, isso relata bem a vida da mulher nestas etapas da vida
pra viver uma vida santa com tantos desafios enfrentados, é preciso assumir a
sua cruz e isso não é machismo, é saber que Jesus assumiu a cruz por amor a
nós, homens e mulheres, temos que vivê-la, ou vivemos ou nos entregamos a
tantas e tantas situações. Com Deus somos mais fortes, vale a pena, com a força
de Deus a mulher consegue viver a castidade com obediência a Jesus, fazendo com
que o ambiente onde ela está mais santo, seja no trabalho, na faculdade, na
igreja, em casa, naquilo que Deus dá a oportunidade dela estar é possível.
Podemos no perguntar: E quando eu acho que a minha força e a paciência está
acabando? E a resposta é: busque a força na confiança em Deus, na oração
pessoal, nos sacramentos; na confissão e na eucaristia, no louvor a Deus, nas
lágrimas diante de Deus que cura-nos, elas muitas vezes insistem em cair quando
a mulher se sente só, mas o Senhor garante que não estamos sós e só Ele sacia a
nossa alma com a paz e a firmeza que precisamos é promessa de Deus em Isaias
40, 28-31:
“Não o sabes?
Não o aprendestes? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem
jamais fadigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar a sua sabedoria. Dá
forças ao homem acabrunhado, redroba o vigor do fraco. Até os adolescentes
podem esgotar-se, e os jovens robustos podem cambalear, mas aqueles que contam
com o Senhor renovam suas forças; Ele dá-lhe asas de águia. Correm sem se
cansar, vão para frente sem se fatigar.”
Eis aí a nossa força, por isso mulher seja firme! Texto escrito por Michelle Araujo
Fonte partes da Síntese do Documento de Aparecida a respeito da vida.


