Sistema
Somos impulsionados pelo consumo. Um jovem que não consome está fora de todos os círculos de sociedade. Não temos vez, não temos voz. Somos como o gado caminhando para o abatedouro, somos ratos vivendo em esconderijos, sem direito de falar, de explicar qual nossa razão de existir, de falar nossos porquês. Temos o direito de ficar calados, de entrar no sistema e compactuar com aqueles que derivam de nossas ideias, desde que em pequenos grupos que não quebrem o bruto sistema estabelecido, onde temos os grandes e os pequenos, os ricos e os pobres, os bons e os maus.
Consumir é parte de todo o processo, você consome informação, à medida que aceita a notícia pronta que lê nos jornais todos os dias. Não temos como interpretar da nossa forma, encontrar nossa razão, apenas somos rotulados por nossas pequenas capacitações políticas.
Consumimos a fé, quando não temos interesse em aprender, em buscar em nós mesmos muitas vezes no silêncio no amargo da solidão e do calvário a vivência da fé, e buscamos em livros e nos outros.
Consumimos porque somos feitos para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres, somos parte da engrenagem que gira a máquina.
Qualquer que seja a revolução que se vá fazer, se está caracterizada de alguma forma dentro dos padrões do sistema, qualquer que seja a grande invenção, já estava predita por alguém, porque nada pode-se fazer fora disso, e o pouco que temos para lutar são nossos amigos que junto conosco enxergam toda esta maquiavélica engenhoca e tentam nos impulsionar.
Quem não enxerga, peça ao Senhor para ver, quem vê, junte-se à nós!
Este Brasileiro fuzilado na Indonésia, quanta gente pedindo que outros também assim fossem. De fato! o crime é terrível, o tráfico tira a vida de milhões de jovens adultos e inocentes todos os anos no mundo... mas aquele Brasileiro é a prova viva do quão o mal é astuto, inteligente e ousado.
Quando ele foi morto, o tráfico não acabou, os problemas não acabaram, mas ele é um laranja, apenas uma pequena parte da grande árvore que é o narcotráfico. É preciso abrir os olhos e ver que não é arrancando as laranjas que vamos destruir a árvore.
Precisamos ver que não tem muito o que se fazer, mas no pouco que podemos fazer, podemos ter FÉ, e dar testemunho dela.
